Entrando com comida no Chile

Sempre que viajamos levamos comida conosco. Se não é só para comer no avião, também vai congelada para comer no destino – quando as viagens não são muito longas (até 4 horas de vôo) aguenta congelada em uma térmica com bolsa de gel.

Fui passar 4 dias no Chile e não foi diferente. Fiz o pedido das porções congeladas da Pronto Light para facilitar a minha vida antes e durante a viagem. Claro que se você não tem restrições e não é um atleta, experimentar a culinária local faz parte da viagem. Mas para alguém como eu, que faz de 5 a 7 refeições por dia, e não quer correr o risco de não encontrar algo que se encaixe na dieta, não dá pra comer tudo isso fora.

Levei comigo 3 refeições por dia. Para simplificar e facilitar nas escolhas fiz o pedido do famoso frango com batata doce e em uma das refeições do dia, legumes variados. Quando estava indo para o aeroporto, a Paola tirou uma foto minha carregando a térmica e publicou dizendo que eu estava feliz pois conseguiria manter a dieta tranquilamente no período da viagem. Então começou minha preocupação, recebemos algumas mensagens da seguidores informando que era proibido a entrada de qualquer tipo de alimento no Chile. Já tinha visto isso em outros países, porém com a proibição de comida crua. Como estava tudo embalado a vácuo, pronto para consumo e congelado, resolvi arriscar. Pesquisei um pouco sobre e vi que realmente muitas pessoas tiveram problemas com isso ao levar frutas e sanduíches para consumo próprio durante a viagem e acabaram não consumindo até a chegada. Vi também que é importante declarar tudo que está nas bagagens para o controle agrícola local. Se não declarar, o passageiro está sujeito à multa, além de uma bela bronca e perda de tempo.

Chegando no Chile, ainda no avião, os passageiros são informados que é proibida a entrada no país com qualquer tipo de alimentos e produtos de origem animal ou vegetal, e recebem o formulário para imigração como em qualquer outra viagem internacional. Preenchi o formulário e assinalei que estava levando comida.

Todos que chegam, após retirar as bagagens na esteira DEVEM passar pelo raio-x, por isso não tentem esconder nada. Antes de passar ainda tem uma placa que diz algo como “última chance, jogue sua comida aqui!”. Um leve pânico pensando que poderia ir para o lixo aquela quantidade grande de comida que estava comigo. Quando entreguei a ficha para o fiscal logo informei que seguia uma dieta restrita e controlada e que estava levando parte da minha alimentação que estava ali declarado.

Passei pelo raio-x e já me mandaram encostar e abrir a mala, sem muita simpatia. Expliquei novamente o que era, que estava preparado, embalado, congelado, quanto tinha de cada coisa… Mesmo assim me perguntaram umas 4x se estava cozido, se o frango tinha osso e etc. O fiscal então pegou uma amostra de cada e pediu pra eu esperar. Voltou, perguntando novamente tudo que eu já havia informado e retornou de onde veio com as 3 porções que pegou pra verificar. Voltou novamente informando que poderia passar com o frango e a batata, mas as 4 porções de legumes teriam que ficar. Paciência, tiveram que ficar apenas com 4 das 28 porções que eu estava levando. Quando disse que estava liberado informou que foi importante eu ter declarado :)

Existe um controle rigoroso por conta de pragas, e a fiscalização acontece mesmo. Não tem essa de não declarar e tentar passar. Mas foi um final feliz para um bodybuilder amador!

Escrevi um texto uma vez sobre levar comida em bagagem de mão, pra quem tiver dúvidas, dá uma lida nele também. 

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